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Plantas dentro de casa podem agravar alergias? Veja cuidados para a primavera

Sampa na Web
Por Redação São Paulo · 22 de Outubro, 2026 · 3 min de leitura
Plantas dentro de casa podem agravar alergias? Veja cuidados para a primavera

Trazer plantas para dentro de casa aproxima a natureza dos ambientes e valoriza a decoração. Para quem tem alergias respiratórias, porém, a escolha das espécies e a manutenção pedem atenção, principalmente na primavera, quando a polinização aumenta os casos. O alerta é da Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista e especialista em doenças respiratórias.

“O encanto das plantas não deve ofuscar os riscos que algumas delas representam para a saúde, especialmente em épocas de polinização intensa.”

Algumas plantas podem desencadear reações em pessoas mais sensíveis. O acúmulo de poeira, a umidade e a presença de fungos também podem agravar os sintomas.

Espécies que merecem atenção

Entre elas estão o lírio da paz, a samambaia, o ficus e as orquídeas. Segundo a médica, a samambaia pode acumular poeira e mofo, o que agrava problemas alérgicos. A umidade retida em certas condições também favorece o desenvolvimento de fungos.

“A umidade que algumas plantas retêm pode se transformar em um ambiente propício para o crescimento de fungos, que são alérgenos conhecidos”, explica a Dra. Cristiane Passos Dias Levy.

Primavera exige atenção redobrada

Além das plantas dentro de casa, a primavera traz o aumento da polinização. O pólen no ambiente pode intensificar os sintomas em pessoas predispostas, sobretudo em períodos de maior concentração.

“A primavera é uma estação que traz um incremento nos níveis de pólen, o que pode ser desafiador àqueles que já enfrentam alergias. Monitorar as contagens de pólen, por meio de sites, aplicativos e serviços meteorológicos locais pode ser uma estratégia eficaz nesse contexto, para evitar atividades ao ar livre em dias de alta polinização”, recomenda a otorrinolaringologista.

Plantas artificiais também precisam de cuidados

Quem prefere plantas artificiais também deve cuidar da limpeza. Elas não produzem pólen, mas podem acumular poeira e outras partículas que irritam as vias respiratórias.

“Embora plantas artificiais não produzam pólen, elas também podem acumular poeira e alérgenos. Limpeza frequente e o uso de produtos hipoalergênicos são essenciais para garantir um ambiente livre de irritantes”, conclui a Dra. Cristiane.

Como reduzir os riscos de alergias em casa

  • Escolha as espécies com atenção: quem tem histórico de alergias pode considerar alternativas como aloe vera e palmeira-de-areca, evitando plantas que já provocaram reações.
  • Limpe as folhas regularmente: a higienização ajuda a remover poeira e resíduos acumulados.
  • Mantenha os ambientes ventilados: a circulação de ar e o controle da umidade ajudam a reduzir condições favoráveis ao crescimento de fungos.
  • Acompanhe os níveis de pólen: sites, aplicativos e serviços meteorológicos informam a concentração na região.
  • Planeje as atividades ao ar livre: em dias de alta concentração de pólen, pessoas sensíveis podem precisar limitar a exposição.
  • Cuide também das plantas artificiais: a limpeza frequente evita o acúmulo de poeira.
  • Procure orientação especializada: quem tem sintomas recorrentes deve consultar um otorrinolaringologista ou alergologista para receber orientações individualizadas.

Com escolhas adequadas e cuidados regulares, é possível aproveitar as plantas nos ambientes sem deixar de considerar as necessidades de quem convive com alergias respiratórias.

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