
A paixão pelos trilhos atravessa gerações. Neste 20 de outubro, Dia do Maquinista Ferroviário, histórias de tradição familiar, superação e realização profissional ganham destaque entre os mais de 400 operadores de trem da Trivia Trens, concessionária que opera as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e o Serviço Expresso Aeroporto.
Os profissionais transportam milhares de passageiros todos os dias na região metropolitana de São Paulo, em uma função que exige alta capacidade técnica, treinamento e foco contínuo.
Fabiana De Paula, de 33 anos, começou no setor ferroviário em 2016, como agente de atendimento e segurança. Passou pelo Centro de Controle Operacional (CCO) e chegou a trabalhar em outro segmento, mas decidiu voltar à ferrovia por paixão. Hoje é operadora de trem, atividade que também faz parte da história da sua família.
A ligação veio à tona quando ela contou à mãe que havia entrado na carreira ferroviária. A notícia emocionou a mãe, que lembrou do bisavô de Fabiana, que também trabalhou no setor.
"Quando contei à minha mãe que havia me tornado ferroviária, ela chorou ao lembrar do meu bisavô, que também trabalhava na ferrovia e era alguém muito especial para ela. Saber que hoje a bisneta dele conduz trens é motivo de orgulho para toda a minha família", relata Fabiana.
Fabiana também destaca a presença feminina em uma atividade historicamente associada aos homens. Para ela, a surpresa de alguns passageiros ao ver uma mulher no comando do trem é uma motivação a mais.
"É uma profissão desafiadora. Quando paro o trem e os passageiros percebem que sou mulher, muitos ficam surpresos. Isso me motiva e me deixa feliz. Tenho muito orgulho de conduzir tantas vidas e fazer parte da história de quem está a caminho de seus destinos", afirma.
A trajetória de Hélio Galvão, de 31 anos, também começou cedo. Aos 17, ele entrou no setor ferroviário como estagiário e construiu uma carreira que já passa de uma década. Nesse período, atuou como operador de trem e como controlador no CCO, conhecendo diferentes etapas da operação.
O interesse pela profissão, segundo ele, vem tanto da experiência de conduzir os trens quanto da responsabilidade de levar passageiros que dependem do sistema para trabalhar, estudar e visitar familiares.
"O que mais me encanta é a responsabilidade que temos ao transportar pessoas. Cada passageiro tem uma história e um destino. Ao longo desses anos, aprendi que a segurança deve estar sempre em primeiro lugar, desde as atividades mais simples até as situações mais complexas", conta Hélio.
Para ele, passar por diferentes funções ajudou a entender a importância do trabalho integrado entre operadores, equipes de controle operacional e os demais setores envolvidos na circulação dos trens.
Segundo a Trivia Trens, embora tecnologias e processos operacionais tenham avançado ao longo das décadas, conduzir um trem continua exigindo atenção, preparo técnico e responsabilidade com a segurança dos passageiros.
A Trivia Trens integra o Grupo Comporte, que também opera o Metrô BH, o VLT da Baixada Santista e a TIC Trens. Em São Paulo, atende mais de 800 mil passageiros por dia no Lote Alto Tietê. A concessão tem vigência até 2050 e prevê investimentos de R$ 14,3 bilhões na ampliação da capacidade, na modernização da infraestrutura e no reforço da segurança operacional.
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